PS/Açores aponta agravamento das listas de espera cirúrgicas para mais doentes e mais tempo de espera

PS Açores - Há 3 horas

O Grupo Parlamentar do PS/Açores alertou esta terça-feira para o agravamento global das listas de espera para cirurgias nos hospitais da Região, destacando que há hoje mais utentes a aguardar intervenção e durante mais tempo, uma realidade que considera preocupante e que exige respostas eficazes do Serviço Regional de Saúde.

Esta preocupação foi evidenciada durante uma reunião com o Conselho de Administração do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT), onde os dados analisados confirmam uma tendência particularmente negativa, com aumento significativo do número de doentes em lista de espera e do tempo médio para realização de cirurgias.

À margem do encontro, o deputado José Miguel Toste destacou que, desde fevereiro de 2020, o número de doentes inscritos para cirurgia aumentou de cerca de 1.900 para 3.100, ou seja, mais de mil utentes em lista de espera. Paralelamente, o tempo médio de espera subiu de cerca de 300 para 430 dias, traduzindo um agravamento superior a 100 dias.

“Estamos a falar de mais pessoas à espera de uma cirurgia e de pessoas que esperam hoje muito mais tempo do que há cinco anos”, sublinhou o parlamentar socialista, frisando que este é o hospital da Região onde se verifica o maior agravamento destes indicadores, sem que este tenha sido sujeito às limitações registadas nas outras unidades hospitalares da Região.

Segundo José Miguel Toste, o Conselho de Administração justificou esta evolução com constrangimentos ao nível da organização do bloco operatório, admitindo que uma gestão mais eficiente poderá permitir reverter estes indicadores num horizonte de um a dois anos.

O deputado recordou que o PS/Açores apresentou, em sede de Orçamento Regional, propostas concretas para reforçar a recuperação da atividade cirúrgica, nomeadamente através do CIRURGE, para o aumento da produção e do recurso ao Vale Saúde, medidas que, segundo a administração, já estão em fase de implementação.

Ainda assim, José Miguel Toste manifestou preocupação com a evolução dos últimos anos, sublinhando que “os dados são profundamente negativos” e colocam em causa a eficácia dos anúncios de aumento de produção e de investimento no hospital.

 “É fundamental que as medidas agora em curso tenham impacto real e rápido, invertendo uma tendência que, no caso do HSEIT, tem evoluído em contraciclo com o restante panorama regional”, concluiu o parlamentar.

 

Angra do Heroísmo, 24 de março de 2026